» Colunas » Saúde

05/12/2019
Nova droga pode reverter Demência

Drogas que agem sobre inflamação no cérebro podem reverter demência. O declínio cognitivo que ameaça o envelhecimento poderá ser detido, ou pelo menos retardado, através de drogas que eliminariam processos inflamatórios no cérebro. A incrível novidade foi publicada ontem na revista médica “Science Translational Medicine”, criada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência. Trata-se de um trabalho conjunto dos pesquisadores Daniela Kaufer, da Universidade de Berkeley, Califórnia, e Alon Friedman, das universidades Ben-Gurion do Negev (Israel) e Dalhousie (Canadá). Embora ainda restrito a experiências feitas com camundongos, tem grande potencial de aplicação em humanos.

Os cérebros de ratinhos senis que receberam a droga passaram a se assemelhar aos de cobaias mais jovens o que, segundo a cientista, é promissor. “Nossa tendência é pensar o cérebro mais velho da mesma forma como encaramos a degeneração neurológica: como se a idade avançada envolvesse a perda de funções e a morte das células. No entanto, essa descoberta nos conta uma nova história sobre por que o cérebro não está funcionando bem: é por causa de uma carga inflamatória que pode ser combatida”, afirmou a doutora Kaufer.

Para entender o alcance do achado desses cientistas, uma breve explicação: a “blood-brain barrier”, ou barreira hematoencefálica, é uma estrutura que protege o sistema nervoso central, bloqueando o acesso de substâncias tóxicas. No entanto, com a idade, esse “escudo” natural vai perdendo eficiência e toxinas e patógenos acabam chegando ao cérebro, desenvolvendo um quadro inflamatório que pode estar associado aos sintomas de demência. Depois dos 70 anos, quase 60% dos adultos começam a apresentar falhas nessa barreira – foi o que mostraram os exames de ressonância magnética realizados por Friedman.

Aí entra em cena o também cientista Barry Hart, que sintetizou uma molécula, chamada IPW, que bloqueia os receptores que dão início à inflamação. Além de aliviar os sintomas, a droga consegue reparar a barreira danificada. “Quando eliminamos esse ‘nevoeiro’ da inflamação, em questão de dias o cérebro senil rejuvenesceu. É um achado que nos deixa muito otimistas porque mostra a plasticidade do cérebro e sua capacidade de recuperação”, completou a doutora Kaufer.

 

Fonte: Mariza Tavares - g1.globo.com

 



Leia outras matérias desta seção
 » Bactéria da gonorreia está mais resistente
 » Água viva - Caravela portuguesa podem matar
 » Aspirina, AAS novos estudos
 » Viciados em videogames-Coletânea
 » Ponte de Safena e stents não são melhores que medicamentos
 » Nova droga pode reverter Demência
 » Doença grave x Espiritualidade
 » Insônia
 » Stents-bypass ou medicamentos ?
 » Própolis verde
 » Exames de sangue para que servem
 » Exame de Urina tipo 1
 » Estatinas aumentam risco de osteoporose
 » Diabetes tipo 2 - protocolo oficial da SBD - 2019
 » Cocô ! Tratado Geral
 » Dieta Cetogênica
 » Manteiga Ghee como fazer
 » Coração x Café
 » Câncer x Café
 » Terapia anti-câncer CAR-T - USP


Voltar