13/01/06
Efeito Subliminar - Parte 3

Para quem já viu um rolo de filme de cinema, sabe que, desenrolando-o cerca de meio metro e expondo-o contra a claridade, observa-se uma seqüência de fotos repetidas. Seguindo-se atentamente a seqüência das fotos, iremos percebendo o gradual diferenciar entre elas, mesmo que, pareçam sempre iguais. Para se filmar um homem no gesto de levar um cigarro à boca, várias fotos subseqüentes são necessárias para reproduzir a cena, que, ao assisti-la na tela do cinema, a vemos na seqüência calculada que produz no ato filmado, a mesma velocidade de sua movimentação, com a qual, estamos acostumados no cotidiano do nosso viver real. Gradual, as diferenças que percebemos entre as fotos do filme desenrolado, estão nas posições subseqüentes do movimento do braço com um cigarro na mão, cada vez mais próximo da boca.
A técnica subliminar funcionava assim: cortava-se o filme de uma cena qualquer e ao reatá-lo, colocava-se no local da emenda, uma única foto totalmente diferente das fotos subseqüentes da cena já existentes no filme.
Quando ao passar pela lente do projetor para ser exibido na tela, o filme o faz numa velocidade que impede o olho humano ver ou captar a cena daquela foto isolada, na emenda do filme reatado.
Nossa visão, uma de nossos principais sentidos receptores de nossa mente consciente, ela, não consegue ver a cena daquela foto única introduzida entre tantas outras, mas..., Nossa mente subconsciente “pega”, capta e registra sem percebermos.
Isso foi o que aconteceu naquele cinema de New Jersey. O aumento na venda de pipocas pareceu mesmo, foi sutilmente provocado. Repetidas vezes intercolocada entre outras tantas fotos, sendo apenas uma com a sugestão “coma pipocas”, isso provocou naquela platéia do cinema muita vontade de comer pipocas. Na sugestão, inclusa também estava o nome de um refrigerante famoso, o qual, aqui nós não mencionamos.
O “efeito subliminar” é proibido para os meios de comunicação utilizá-lo, mas, isto já é outro assunto que requer continuidade.

Altino Olímpio

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