13/01/06
Efeito Subliminar - Parte 2

O livro “Campos de Psicologia Aplicada” de Anne Anastasi, da Editora Eherder de 1972, serviu de base para a narrativa a seguir:
No outono de 1957, um grande alarme público foi provocado pela comunicação de uma “experiência” levada a efeito por uma firma comercial num cinema de New Jersey, no Estados Unidos. Durante a exibição de o filme regular, a frase “coma pipocas” foi projetada na tela a cada cinco segundos, proposital e tecnicamente imperceptível ao olho humano.
Em virtude da exposição extremamente breve, tais estímulos foram descritos como “subliminares” ou seja, abaixo do limiar (ou fronteira) da percepção humana.
Não obstante, a firma sustentou que, durante as seis semanas em que tal processo foi seguido, a venda de pipocas no balcão da sala de espera do cinema, cresceu 57 %.
Tal tipo de publicidade foi variadamente descrito como “a venda supersuave”, “a venda invisível” e “o pequeno anúncio que não houve”, pela imprensa local.
Terríveis quadros foram pintados de uma nação de robôs, cujo comportamento seria possível controlar por meio de sugestões das quais as pessoas não teriam sequer consciência. Os protestos depressa atingiram tais proporções que chegaram até ao Congresso dos Estados Unidos e à Comissão Federal de Comunicações.
Afirmações específicas feitas com relação à demonstração no cinema de New Jersey não puderam ser apreciadas em virtude da recusa da firma comercial em revelar os necessários detalhes do processo dos seus resultados.
Sem dispor de tal conhecimento, tornou-se impossível determinar se o informado aumento das vendas resultou da publicidade “subliminar” ou de outros fatores não controlados ou coincidentes, isso, naquela época.
Hoje, embora superficialmente, muitas pessoas sabem da técnica que foi usada naquele cinema daquela época. É o que vamos tentar explicar a seguir.

Altino Olímpio

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