19/01/06
Versos na horizontal

Se é que socorro – Ainda existe – Busquei invoquei – Nietzsche, Nietzsche

Maldito, maldito – Que queres idiota – Deixa-me quieto – Não me invocas

Calma pô fique frio-Não fique zangado-Sei que você não-Quer ser importunado

Seu mortal picareta-Aí nesse planeta-Foi duro meu carma-Só ficou trauma

Quero que me instrua-Daí da vastidão-Quero teus ensinos-Não de qualquer cão

Imbecil deve ser – Queres meu saber – Ele não é ameno – É como veneno

Pense no que pedes – Reflita seu otário – Mesmo na multidão – Serás solitário

Gosto da solidão – Dela nada me tira – Só sou revoltado – Com tanta mentira

Queres a verdade – Não a suportará – Você não é superior – Ela te matará

Não tenho medo-De nada que existe-Desconhecido sou-A besta do apocalipse

Devagar ingênuo – Pare de blasfemar – Se brincas com fogo – Pode se queimar

Nada tenho a temer-Tudo é só falatório-É tanto barulho-Vivo num purgatório

Idiota, idiota – Pense um pouco – Acabarás como eu – Considerado louco

Prefiro ser louco – Distante deles – Do que normal – Vivendo entre eles

Que audacioso – Terei que te ensinar – Mas te previno – Nunca irás repousar

Ah! Grande novidade-Tenho é decepção-O povo só fala, fala-Mente por opção

És cabeça dura – Louco ou valente – Terás conhecimento – És muito persistente

Passaste no teste – Não temes a luta – Serei teu mestre – Assim falou Zaratrusta

Depois que fiquei louco – Escrever é tão bacana – Mesmo que dure pouco – No Jornal “A Semana”.


Altino Olímpio

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