03/06/2006
A Psique Humana – Parte 9

Na parte oito deste tema “batemos numa tecla” um pouco delicada. Alguns assuntos não sendo triviais como tantos desta época, provoca nos inaptos a eles, censura pelo que não entendem ou duvidam. Suas críticas pejorativas, mesmo só sendo em pensamento, não devem ser levadas em consideração, pois, temos simpatizantes aptos a assimilarem o conteúdo dos assuntos que possam lhes ser favoráveis para ampliarem seus conceitos. Já os possuindo, podem confrontá-los com outros no que lêem, decidindo aceitar ou rejeitar se lhes são contrários e como quiserem. Nos nossos escritos, nós contribuímos com assuntos não tão comuns, diferenciados de tantos outros rotineiros e sem nada acrescentar de inovação útil para muitos.

Retornando ao tema em questão, cerca de trinta anos passados, um estudioso de misticismo viveu uma experiência psíquica surpreendente. Com insistência desejou muito um acontecimento inusitado para comprovar alguma teoria inserida nos ensinamentos que havia adquirido. Naquele “querer é poder”, numa noite ele atraiu para si o acontecimento de uma experiência desejada. Qualquer que fosse lhe era indiferente.Importava-lhe mais comprovar a veracidade de outros fatos existentes e separados das realidades concretas de suas percepções conscientes. Sua experiência psíquica com um início agradável teve um fim terrível, porém, sentiu alegria ter-lhe acontecido e ser-lhe comprobatória, assim como queria.

Pertencente a uma Fraternidade Mística e Filosófica, numa carta dirigida a ela o estudioso expôs sua experiência solicitando alguma explicação sobre ela. Respondendo a ele e dentre algumas explicações possíveis para a experiência, uma delas insinuava uma plausível projeção da própria mente, isto é, a experiência pode ter sido originada interiormente e a mente projetou-a para fora se fazendo “visível”.

“Projeção da mente?” Pensou o rapaz “Como poderia ter sido isso se logo acordado me certifiquei estar bem consciente quando vi aquelas cenas. Como poderiam ter sido originadas na minha mente se nem estava pensando nelas antes de acordar para vê-las?” Naquela ocasião ele não sabia o que vinha a ser uma projeção da mente. A mente às vezes prepara alguns “truques” e eles podem nos enganar fazendo-nos pensar ser real alguma imagem ou alguém que vemos sem eles existirem de fato. Alguns alcoólatras vêem bichos horríveis e, no entanto só existem para eles.

No circular de uma fita contendo fotografias sucessivas entre os componentes de um projetor de filmes, ao passar pela sua lente de ampliação, as imagens são projetadas numa tela. O aparelho projeta as “imagens” contidas nas fotografias e não as próprias que, não saem dele e continuam circulando por ele. Na tela de cinema, vemos cenas que se desenrolam, parecendo mesmo originadas na tela onde as estamos vendo e concentrados no filme esquecemos da existência do projetor. Isto ilustra alguma semelhança com a “teoria” da projeção da mente. Não é tão rara como se imagina, a ilusão de “ver” do lado de fora algo que está por dentro, que, talvez, deslocado do subconsciente, seus estímulos surtam algum efeito nos órgãos internos da visão e o cérebro iludido os traduz e os reproduz como sendo externos vistos pelos olhos. Ainda estamos no “talvez” porque, é óbvia a nossa ignorância sobre os efeitos subliminares.Aquela máxima “ver para crer” é para quem crê no que vê, independente de outros que não possam ver o mesmo.


Altino Olímpio

Leia outras matérias desta seção
 » Mas que falta de consideração
 » Nada como poder falar e aparecer
 » Minhas andanças por ai
 » Agora temos contatos, mas não com tatos
 » Quem sabe, sabe e conhece bem
 » A enganação parece eterna
 » A grande fraternidade branca
 » Os dias que sempre nos esperam
 » Frases ou lembranças que me chegam
 » O paraíso perdido
 » Penso, logo existo. jargão antigo
 » Os ladrões do tempo
 » A sacanagem não muda
 » Para os que não pensam pensarem
 » Não é tudo que o tempo modifica
 » O braço direito do homem
 » O inexplicável sentido da vida
 » Tempos e contratempos
 » Raciocinar cansa muito
 » Se formos o que pensamos...

Voltar