23/08/2006
A Psique Humana – Parte 23

Estivemos discorrendo sobre os delírios possíveis de serem manifestados por alguns integrantes de sociedades filosóficas, esotéricas, místicas e outras correlatas. Entretanto, os delírios podem ser percebidos em qualquer um, independente de pertencerem a essas sociedades. Agora vamos relatar um fato (delírio?) de uma senhora da cidade de Caieiras, ela, tendo sido muito católica, nunca pertenceu a qualquer outra religião e nem foi participante de alguma dessas sociedades que estivemos comentando. Bem conceituada por todos que a conheciam, esposa de um homem com cargo de “chefia” num setor da Ind. Melhoramentos de Papel, ela, tinha uma vida razoavelmente confortável. Com o marido aposentado, a mulher se mudou para um bairro da cidade de São Paulo, e, por ocasião de uma visita, foi lá o local onde ela revelou um fato, este que aqui, vamos relatar.

Naquela ocasião da visita, a conversa esteve bem descontraída até quando os assuntos se alternaram para outros menos comuns, como, ocultismo, espiritismo e etc. Parecendo nada entender dessas “coisas estranhas”, um relato dela sobre algo diferente de sua religião foi uma surpresa. “Vamos parar com esses assuntos” disse ela “porque depois eu posso sofrer as conseqüências”. As visitas ficaram sem entender e ela continuou: “Esses assuntos puxam por coisas ruins e a noite quando eu for dormir, aqueles bichos medonhos podem aparecer com aqueles negócios imundos de fora e me usarem para as suas porcarias e ele (o marido) que dorme e ronca, não vê e não percebe nada”. Interessante, quem diria que aquela mulher normal e muito religiosa pudesse fazer uma revelação tão bombástica? O que relatou não poderia afetar a sua reputação entre seus conhecidos, se eles também ficassem sabendo daquele fato incomum e constrangedor? Estivemos diante de uma pessoa extremamente católica, com ela relatando fenômenos espíritas. Sim, sem rodeios, deu a entender já ter praticado sexo com espíritos. E, eram espíritos aqueles bichos com aqueles negócios imundos de fora, conforme ela deu a entender.

Esses fenômenos estranhos já foram relatados em livros e parece que, não são tão raros como se possa imaginar. Também no livro “Projeciologia”, de autoria de um médico brasileiro, o Dr. Waldo Vieira, incluso na pág. 400 temos: “... acreditou-se que o incubo, entidade incorpórea com a forma de homem, anjo ou demônio macho, buscava a união (sexual) invisível com encarnada (mulher), e o súcubo, entidade incorpórea com a forma de mulher, anjo ou demônio fêmea, procurava a união invisível com encarnado (homem)” Resumindo, os íncubos seriam espíritos que praticam sexo com mulheres vivas e os súcubos com os homens vivos. Bem! A mulher desta história já morreu e, no fato intrigante, não concordamos ter nele, a atuação de espíritos, mas, quem somos nós para discordar? Contudo, por ser um “fenômeno” mais exclusivo da psique humana, ainda preferimos explicações mais convincentes, encontradas na ciência conhecida como psiquiatria, principalmente na de Freud e na de Jung. Esses “acontecimentos” psicológicos que, sexualmente afetam algumas pessoas, embora, revestidos com realismo para elas, encaramos eles como algum distúrbio mental não fácil de perceber, pois, suas vítimas podem ser pessoas normais e, não dadas a desvios de conduta como, uma senhora desta região que, conviveu ou ainda convive com esses fatos incríveis e isso ela confidenciou para uma outra e assim, outros ficaram sabendo.

Altino Olímpio

Leia outras matérias desta seção
 » Conversa ocasional
 » Por que viemos ao mundo?
 » O passado convive com o presente
 » Os traídos e os traidores
 » Os exagerados do Youtube
 » Os que não sabem são os que mais sabem
 » Brasil, fonte do saber
 » Seres humanos que muito irritam
 » A Torre de Babel brasileira
 » Pegando pesado
 » Pensamentos lúcidos
 » O diálogo entre um Ateu e um Espírita
 » O gostar de alguém sem o alguém saber
 » Má temática da vida
 » Avenida Paulista amarelada
 » Tempo e a submissão a ele
 » Os simples e os gênios da humanidade
 » História apavorante
 » É proibido e pecado se suicidar
 » O castigo existe?

Voltar