31/10/2006
Felicidade é Opção?

Sempre existem pessoas em suas queixas de infelicidade e é impossível alguém não ter momentos de felicidade. Ocorrem muitas vezes termos tais momentos, mas, distraídos neles, não os percebemos como felicidade. Sabemos do não existir felicidade constante e do existir dela em momentos intercalados em nossas vidas. Felicidade sentida como estado de euforia depende dos momentos de quando esse estado venha a ocorrer. Muitas pessoas perseguem os estados de euforia pensando neles como sendo de verdadeira felicidade. Na falta desses estados exaltados, elas se sentem deprimidas. Premente então, é a necessidade de buscar emoções nos entretenimentos, onde e como, eles possam alterar seus sentimentos insatisfeitos. E durante as sensações de emoções provenientes dos entretenimentos, quaisquer insatisfações de antes deles são esquecidas e isso é entendido como felicidade, até quando findam as emoções desses momentos alheios a si mesmos e retornam as lembranças das insatisfações anteriores. Um viver com as ausências das emoções derivadas de entretenimentos, isso, é entendido por muitos, como monotonia a levá-los até a melancolia quando, um sentimento de insatisfação os invade e os torna taciturnos naquele “está faltando alguma coisa”.

Mais duradouro e mais importante, os estados de paz, mais sendo eles imperturbabilidade, ao contrário da felicidade, não necessitam de entretenimento e envolvimento com outras pessoas para serem sentidos. Dependendo do nível de como cada um adquiriu o seu modo de encarar a vida, as pessoas encontradas em eventos ou entretenimentos, elas, quase nada ou nada mesmo têm para nos acrescentar. E se nós também gostamos muito dessas pessoas e dos mesmos entretenimentos, é porque também, nada temos para acrescentar aos outros. Evitada por aqueles como sendo monótona, a paz ainda não é para eles porque, para vivê-la ou senti-la, é necessário ter adquirido algum equilíbrio com a maturidade da existência. Equilíbrio condiz com o saber se descartar das ilusões, principalmente, quando elas nos enganam nos fazendo pensar ter necessidade dos outros para nos fazer felizes. Eles podem sim, colaborar com alguns momentos alegres e passarem como passam os momentos porque se se tornarem íntimos e mais assíduos, como novos “amigos” eles fatalmente irão perturbar a paz de quem já não mais sente falta de distrações e de pessoas ligadas a elas.

A paz depende de estabilidade emocional e da desnecessidade de sensação de emoções. Esse equilíbrio de vida depende da maturidade de cada um no saber se eximir das trivialidades e futilidades, principalmente quando, os entretenimentos são compostos por elas.Tudo quanto se pratica se aprimora e o tempo premia com mais momentos de paz, aquele mais preparado para a fuga do domínio da dependência dos momentos furtivos de “felicidade” dos entretenimentos. Felicidade é opção mesmo, quando se está a altura de preferir as próprias atrações ou distrações para se entreter e não, as distrações dos entretenimentos promovidos por outros. Como se chega a essa condição? Depende da paz, aquela autêntica e ausente do sentimento de tédio e solidão, quando distante das distrações. Felicidade é opção? Para aqueles de bem com a vida e sempre se recusando a ser infeliz, ela é opção, sim.

Altino Olímpio

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