22/08/2008
Os OlÍmpios inventaram as Olimpíadas

Olimpíadas, esse “Negócio da China” tem muita coisa que combina, e tem coisa que contamina. Uma, é que só enche o saco e outra é um despedaçar de sonhos. Teve um canal de televisão ai, que, retirou todo os seus programas da madrugada. Até o gordo desapareceu e aquele das “altas horas” foi substituído pelas baixas. No país da tão propalada “pirataria” dos produtos de marca, lá isso parece ser uma histeria. Como dizem, comem tudo o que se move e o que mais comove é que não é desdouro poder escolher e comer qualquer cachorro. Aqui temos medo de ferrão e lá não quando comem escorpião. Esconderam coisas como maloca para dar o exemplo de comer minhoca. Nada sobra quando comem cobra e não escondem o relato deles comerem sapo. Ninguém mais estranha o fato deles comerem aranha. Num povo fiel nada disso é cruel. Mostra bem a Internet a festa de marionete. Quando não ganha bronze, prata ou ouro, o atleta devolve para o seu país um grande choro. Não é nenhuma falha tamanha vontade de beijar medalha quando outro atleta bem melhor atrapalha e como consolo não se ganha nem palha, a não ser a vaidade de ser notoriedade sem perfídia que todos têm quando se encontram na mídia. Agora que mulher não mais rebola são melhores que homem correndo atrás de bola. Acho que elas se dão bem em coisas de macho. O presidente não gostou no como a seleção estancou, mas, que mal foi perder da Argentina se os “bambas” já ganham muita propina num verdadeiro “Negócio da China?”.

Uma não terminou e outra olimpíada já começou. É aquela de sempre dos anais quando se escolhe aqueles que de nós vão ganhar muito mais. Fazem carreatas e é quando vemos de quem se trata e que suas educações não são baratas. Barulho agora é motivo de orgulho como a alegria de deixar de ser entulho, parece uma festa de arromba, muito contagia e inebria tanta bomba. Alguns talvez até tomem alguns tragos para enfrentarem os retrógrados que pensam que eles são estragos. Sempre tem um melhor do que outro para substituir o que foi maroto e nesse tempo tão revolto o povo na ilusão fica solto e muito apto para escolher o melhor candidato como a história já provou isso ser um fato. Povo hospitaleiro é sinaleiro de oportunidades até para forasteiros onde o povo não prefere seus próprios herdeiros. Ser um “benfeitor público”, como isso é nobre e muito convém, isso explica muita gente nesse vai-e-vem. Não é a toa que nessa época ficamos conhecendo tanta gente boa. A emoção fica por conta dos tantos amores nas trocas de favores. Até choramos quando vemos inimigos sendo tão amigos. “Pai, abençoai-os, eles sabem o que fazem”. Felizmente o povo tem tanta cultura que de tanto lê até se fartura e por isso ele é que ganhará medalhas, pois, sabe escolher aqueles que se distanciarão das migalhas. Como muitos sabiamente diziam, Deus escreve por linhas tortas (ainda não tem computador), é preciso aceitar o destino mesmo que podemos pensar que sejam desatinos. “Temos” o livre arbítrio disseminado e isso é espelhado na teoria da democracia quando o povo é quem manda e desmanda, por isso, se um país anda é uma demanda a ser festejada com banda. Somos bons em futebol e novela e a nós nenhum outro povo se nivela.


Altino Olímpio

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