20/11/2008
Consciências Caóticas

Finalmente o conhecimento chega e ele é aquele “ninguém sabe nada” daqueles que sabem tudo. O “só sei que nada sei” é a maior sabedoria que pode existir só que, para se chegar a isso muitos anos de sacrificantes estudos e reflexões pelos caminhos mentais ou espirituais dos engodos tão bem dissimulados são necessários. Uma vida inteira pode ser dedicada a essas digressões (distrações, desvios, divagações, superstições, ilusões) do viver normal e comum e no fim se não adquiriu a verdadeira sabedoria de rir, gargalhar mesmo das imbecilidades que povoam as cabeças sempre tão infantis de todos os partidários desses tantos devaneios é porque, continua iludido, está perdido e não sabe. Como sempre diz um amigo mergulhador: nada se sustenta. Nisso somos recíprocos. Sempre se encontra pessoas desvirtuadas de suas vidas normais e comuns falando sobre “existências” outras além de nossa percepção auditiva e visual. Nessa existência, tida como superior e posterior a esta, teremos que prestar contas dos nossos atos e até mesmo sermos recompensados pelos que foram bons. Nesses momentos é difícil conter a gargalhada. Todo mundo é alguma coisa e diz: eu sou católico, sou cristão, sou evangélico, sou budista, sou esotérico, sou ocultista, sou espírita, ou, sou ateu, e é quando se sabe o que eles têm na cabeça. Um outro mundo que será destruído pelas suas mortes. Ninguém consegue sair do paradigma da existência da alma. Se ela fosse descartada da realidade o ser humano conviveria apenas com o que lhe é pertinente, isto é, com sua consciência seus atributos mentais que seriam mais bem utilizados para o aprimoramento da espécie e neste mundo, o único que ainda nos é concreto. Esperança de um mundo abstrato é só esperança. Tem quem ousa explicar como é a existência nele, mas, a vaidade, o desejo de continuidade, o encontro com o regente e mesmo a ignorância faz com que, tudo lá se ajuste aos conceitos humanos, apenas humanos. Bom motivo de gargalhadas. Teria o universo à necessidade dos seres humanos? A estrela mais próxima, como é dito, está a cerca de quatro anos-luz da terra e seu brilho demora uns quatro anos e meio para chegar até nós. O do nosso sol demora só oito minutos. Galáxias e mais galáxias e distâncias inconceituáveis para a consciência humana. Tudo isso só para ser teatro dos seres humanos? Que exagero! O universo se preocupa se aqui os homens se matem ou se amem, se alguns se tornam santos ou se eles destroem este planeta? Todo o enfoque restrito que temos não é ele calcado do universo para nós ao invés de sermos nós para ele? Homem, eta criaturinha importante ah ah ah ah. O homem ou o que resta dele depois da morte se é que algo resta, terá ele um “espaço” onde ficar e só ali permanecer se tiver sido bom em vida? Até na imaginação ele é restringido, pois, coitado, ficará restrito num lugar aguardando um julgamento de suas ações quando teria toda a imensidão para visitar. Quando pela sua ressurreição a terra vai até perder o equilíbrio e rodopiar ao contrário por causa de tanto peso sobre ela. Haja ocupação, comida e água para todo mundo, se bem que talvez tenhamos alimento espiritual e trabalho só o da devoção. O “nada se sabe e o só se sabe rir” é a maior conquista que o ser humano pode atingir enquanto viver. O resto é só conversa. O “tudo acaba em nada” é tudo o que ninguém quer perceber. Homem vigie bem os subterfúgios com que a imaginação humana como fuga esteve a elaborar por causa do temor da morte. Cuidado, se rir todos poderão considerá-lo louco. Isso não é aconselhável porque senão, não mais terá com quem conversar.

Altino Olímpio

Leia outras matérias desta seção
 » Somos o que pensamos?
 » Se não fosse os outros...
 » Fluxo de sensibilidade
 » Será que a vida é uma ilusão?
 » A marca da besta
 » Convém não pensar
 » Adeus dia de Finados
 » Conversa ocasional
 » Por que viemos ao mundo?
 » O passado convive com o presente
 » Os traídos e os traidores
 » Os exagerados do Youtube
 » Os que não sabem são os que mais sabem
 » Brasil, fonte do saber
 » Seres humanos que muito irritam
 » A Torre de Babel brasileira
 » Pegando pesado
 » Pensamentos lúcidos
 » O diálogo entre um Ateu e um Espírita
 » O gostar de alguém sem o alguém saber

Voltar