16/09/2013
A Vida e a Imitação

A vida e a imitação

Para o ser humano o que está além do nascer, do viver e do morrer é só imitação.
Desde ao nascermos somos influenciados para representar um papel na vida, no mais das vezes, igual aos já representados por outros. Somos registrados com um nome e ele vem a ser a individualidade com a qual somos reconhecidos.  Quando alguém pergunta quem somos respondemos citando o nosso nome. Mas, isso, pra quem pergunta nada revela de quem somos. Pra pessoa ter uma noção de quem somos teríamos que informar também o local de nosso nascimento, onde moramos, nome dos Paes, profissão, estado civil, religião e etc. como referências. Entretanto, se deixássemos de lado o nosso nome, a família, a profissão e as nossas posses, nós mesmos teríamos dificuldade em saber quem nós somos. Ao pensarmos nisso recuamos ao passado e em pensamento nos vemos onde nascemos, onde vivemos entre nossos Paes, irmãos, parentes, amigos e conhecidos até retornarmos ao presente na nossa situação atual. Comumente, aquele nosso “quem sou” se relaciona com as referências acima citadas e outras. As outras podem ser os envolvimentos com questões filosóficas, espirituais, religiosas, políticas e esportes e, nestes, a predominância neste nosso Brasil é o futebol. Para muitos os seus “eu sou” parecem ser esclarecidos como “eu sou espírita, eu sou católico, eu sou evangélico, eu sou ateu, eu sou corintiano e outros “eu sou”. Aqui estão algumas de nossas representações sendo elas imitações no palco da vida. 

Na velhice quando estamos destituídos da maioria daquilo que pensávamos que fomos e às vezes até desiludidos por pensar que “nada leva a nada”, também podemos chegar à situação do desinteresse pelo que interessa aos outros. Isso, se notório podemos ouvir de outros que “já morremos e só falta sermos enterrados”.  Esses desses comentários, ainda vivem querendo sensações pertinentes às fases da vida anteriores as suas. Mas, na fase etária atual da vida em que estão muitos se encontram desprovidos de maturidade por não aceitarem a condição de suas fases atuais de existência, a velhice.

Na última de nossas fases da vida, aqueles que melhor sabem envelhecer parecem que se encontram a si mesmos quando eles deixam de imitar os outros. Aprendem dizer não aos convites e até respondem “Ah! Lá é maravilhoso vá você então”. Na última fase da existência a vida nos torna mais reflexivos e é quando ela, a vida é mais percebida e apreciada se houver ausência de doença. Também é quando a presença de outras pessoas é tolerada se não puder evitá-las, visto que, em sua maioria são apenas imitadoras do que vêem e ouvem dos outros e querem nos transferir suas imitações. É quando também “imitamos” apreciar a presença deles dizendo-lhes “foi um prazer e volte sempre” (risos).

                                                                                                        Altino Olympio



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