01/10/2013
Somos mais não ser do que ser

 

Meu pai que era sábio me dizia: Filho meu nunca minta e que suas palavras sejam coerentes e correspondentes com os seus pensamentos. Como aprendi ser assim, um dia estava com alguém num restaurante e o alguém perguntou se eu estava triste. Não, respondi, estou pensando que preferia estar lá em casa com os meus gatos do que com você aqui neste restaurante. Puxa-vida! O alguém se zangou e me maltratou, se retirou e me deixou sozinho. Então pensei “parece que a franqueza e a sinceridade são inimigas do viver bem em sociedade”. Se eu falasse pra pessoa: Não estou triste, apenas arrependido de passar muito tempo com os meus gatos quando deveria sempre estar com você. Isso sim é que seria saber viver bem em sociedade. É o saber mentir e se utilizar da hipocrisia. Assim é que somos queridos pelos outros. Meu pai mesmo sendo sábio estava errado. Não se fala o que se pensa ou, o que se pensa não se deve falar. Embora sejamos o que pensamos (nosso ser) e não o que falamos (nosso não ser) isso é o “nosso ser” perdendo a disputa para o “nosso não ser” que sempre é o vencedor em muitas de nossas exteriorizações convenientes.

                                                                                                          Altino Olympio
 



Leia outras matérias desta seção
 » Carnaval e mulheres bonitas
 » A missão na Vida
 » A incógnita continua
 » A reencarnação
 » Recordar é reviver
 » O melhor amigo vai chegar
 » Coisas da vida
 » A raça preferida
 » Detector de mentiras mundial
 » Espetáculo inesquecível
 » Os bons princípios dos velhos anos novos
 » O Marcolino
 » Que tal o Natal de agora?
 » Nenhuma praça havia
 » Somos o que pensamos?
 » Se não fosse os outros...
 » Fluxo de sensibilidade
 » Será que a vida é uma ilusão?
 » A marca da besta
 » Convém não pensar

Voltar