23/05/2017
Até a Eternidade

Olhando para cima só se vê o céu, ele é o véu azul que esconde o infinito. O pensamento ultrapassa o véu e se imagina mais ao léu. O infinito, a imensidão, distâncias e espaços sem fim se combinam com o sem fim do tempo para a idéia abstrata da eternidade. Na terra, para toda a humanidade a eternidade nunca está na atualidade, ela está no futuro longínquo e sempre está além de qualquer era. As épocas vividas pela humanidade são apenas divisões imaginárias do tempo que se sucedem até ao infinito entendido como sendo a eternidade, um conceito apenas imaginativo.

Nesta época atual todos vivem suas vidas sem pensar no como foram às vidas dos que viveram nas épocas anteriores. Não pensam que tais épocas passadas sempre foram o repetir de milhões de pessoas nascerem, viverem e morrerem. Tudo o que desejaram a morte os destituiu do que conseguiram ser e obter. Tudo, ambições, posses, títulos, honrarias, fama, fortuna, poder, família, crenças, filosofias, vaidades e esperanças, que, como todas as outras ilusões ficaram no mundo sem os seus “possuidores” porque eles foram recolhidos pela morte. Por que encontrar importância no que se pensa que se possui se sempre nada se tem de verdade a não ser a vida a ser vivida, embora, ela seja efêmera e transitória?

Conforme sabemos, todas as nossas preocupações, nossos temores, nossas tristezas, nossas decepções, bem como as nossas alegrias, nossos triunfos e nossas felicidades, tudo é passageiro. Para a época depois desta nossa, nós também seremos os desaparecidos e os esquecidos da época anterior. Existem pessoas que não acreditam em destino, entretanto, neste fato, todos nós estamos “destinados” a desaparecer e sermos completamente esquecidos como se nunca tivéssemos existido. Nada diferente daqueles de épocas passadas. Se existisse algum consolo, ele seria o acreditar num encontro ou reencontro de todos lá pelo final de todos os tempos donde mora a romântica eternidade. Na jura eterna dos casais de enamorados.

Altino Olympio

Comentários:

Iolanda Magalhães

Hoje, 07:13

Que liiiiindo...

Verdadeiro tbm...

Muitas vezes quando estou chegando em casa, olho para o portão e lembro-me do meu pai ali sentado...

Quem não o conheceu, nunca saberá de sua existência... e com o tempo, até os "conhecidos " o esquecerão

 

O.M.J. - AMORC Hoje, 06:47

Bom dia, caro Frater Altino!

De fato, a humanidade precisa dessas concepções, como referenciais para esta vida, o que constitui suas atualidades, isto é, as interpretações de tudo o que podemos observar a nossa volta, criar em nossa mente, enfim imaginar e conceber, porém, o mundo numênico, daquilo que de fato é, das realidades ou vibrações que interpretamos, se insere de fato num contexto muito mais amplo e que a nossa mente objetiva em termos de percepção absoluta deixa a desejar.

Grato por compartilhar, com votos de um bom final de semana!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Leia outras matérias desta seção
 » Somos o que pensamos?
 » Se não fosse os outros...
 » Fluxo de sensibilidade
 » Será que a vida é uma ilusão?
 » A marca da besta
 » Convém não pensar
 » Adeus dia de Finados
 » Conversa ocasional
 » Por que viemos ao mundo?
 » O passado convive com o presente
 » Os traídos e os traidores
 » Os exagerados do Youtube
 » Os que não sabem são os que mais sabem
 » Brasil, fonte do saber
 » Seres humanos que muito irritam
 » A Torre de Babel brasileira
 » Pegando pesado
 » Pensamentos lúcidos
 » O diálogo entre um Ateu e um Espírita
 » O gostar de alguém sem o alguém saber

Voltar