13/11/2017
A reputação morreu

Embora com a cabeça massacrada por tantas informações inúteis deste século que congestionam o cérebro, mesmo assim, incrível, mas, ainda consigo me lembrar dos tempos em que as pessoas se preocupavam em manter suas reputações isentas de escândalos que pudessem afetá-las moralmente e também a seus familiares. Hoje em dia até parece que as reputações duvidosas, pecaminosas, corruptas, imorais e anti-sociais, sejam “boas recomendações” para “quaisquer pessoas se promoverem” para um cargo vantajoso na política donde possa aplicar seus “dons” de desonestidade, pois, a reputação adoeceu, ficou cega e surda e morreu.

Bem me lembro que antigamente as pessoas tinham mais “vergonha na cara”. Quando cometiam um ato vergonhoso para as suas reputações, elas sofriam o desprezo da maioria que, muito primava pela ética e pelos bons costumes. Hoje, ao contrário, aqueles de má reputação parecem ser mais bem considerados do que os de boa reputação. Os já famosos por terem má reputação, sendo assim mais conhecidos pelo povo (ingênuo), nas eleições eles sempre são mais votadas do que aqueles, que, por “ainda” terem boa reputação e por isso não serem noticiados pela mídia, são menos conhecidos. Hoje em dia ter vergonha na cara é demonstrar inferioridade.

 

Altino Olympio



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