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Tudo passou e tudo sempre passa

Cada qual mais ou menos herda a influência do lugar donde nasceu e viveu. Principalmente aqueles que nasceram e viveram num lugar pequeno onde todos se conheciam. Eu nasci e vivi num desses lugares pequenos que era particular da Indústria Melhoramentos de Papel de Caieiras. Em seu território ela possuía cerca de mil casas para seus funcionários, concentradas em várias regiões denominadas de vilas como era a Vila de Caieiras, Vila da Fábrica, Vila do Monjolinho, Vila da Calcaria, Vila do Bonsucesso e etc. Considerando que em cada casa morassem, em média, cinco pessoas, como os pais e três filhos, a indústria mantinha sob sua supervisão (ou controle) cerca de cinco mil pessoas.

Quando me lembro disso penso que parecia ser um milagre a indústria, sendo uma só, manter tanta gente dependendo dela para se manter. Seus funcionários tinham à disposição energia elétrica e água tratada gratuitas. Havia três clubes para entretenimento e conduções também gratuitas para os translados locais para os moradores Quem não nasceu e não viveu num lugar como este referido aqui, não tem a noção de como foi amistoso, prazeroso e feliz o companheirismo entre tantas pessoas que se conheciam, se relacionavam e se visitavam naquele ambiente que até parecia ser o de uma grande família. Aquelas matas com suas frondosas árvores, os tão altos eucaliptos, as araucárias também chamadas de pés de pinhão e como era divertido o passeio para “catar pinhão”. O nadar na “Lagoa da Ponte Seca” ou no famoso lago chamado de “Tancão”, como era bom.

O tempo naquele tempo daquele pequeno lugar era preguiçoso e demorava pra passar, principalmente na escola. De um Dia de Natal até a vinda de outro parecia que demorava um século para chegar. Naqueles tempos de minha infância também tinha “gente que pulava a cerca”, mas, isso é irrelevante para constar nestes escritos. Era um lugar pequeno de grandes histórias. Quase todas foram esquecidas como se o Rio Juquery as tivesse levado “rio abaixo” pela sua correnteza. O mesmo aconteceu com quase todos os moradores de lá, pois, poucos são lembrados nestes dias, a não ser pelos seus parentes. Muitos foram tão esquecidos que até parece que não tenham existido. Meninos e meninas brincavam juntos pelas ruas quando ainda não existia o famigerado “assédio sexual” (risos). Os homens só saiam com homens quando juntos iam ao clube jogar bocha ou futebol e as mulheres só saiam com mulheres quando juntas iam à aula de “corte e costura”.

Num sábado em que eu não conseguia decifrar os desenhos que as nuvens faziam no céu e ainda não tinha ido ver se tinha algum pássaro preso na arapuca lá no quintal da minha casa e estava me lembrando de como detestava ver alguém inofensivo daquele lugar pacato matar porco. Lá eles matavam porco com facada no coração sem usar anestesia. Quando se errava o coração, mama mia, como o porco gemia, gritava ou berrava e como isso me entristecia. Quem matava porco dizia que quem tinha dó não podia ficar por perto porque o porco demorava pra morrer. Não tinha nada a ver com o erro de pontaria dele com a faca no coração (cara de pau).

Várias vezes quando criança me deparei com a morte. Vi quando torciam, quando enrolavam várias vezes o pescoço de um frango e depois davam-lhe um tranco puxando sua cabeça com força para matá-lo e para depois comê-lo cozido ou assado. E o frango, coitado, morto só pela metade se debatia no chão com o pescoço quebrado e ficava andando descontrolado com a cabeça pendurada e com o bico se arrastando pelo chão. Parecia um filme de terror. Mas, aconteciam coisas engraçadas também. Os cachorros tinham liberdade total. Na rua uns montavam a cavalinho nos outros e não sei porque as mulheres fingiam que não viam. Não viam porque não queriam que outros viam que elas viam. Na época do Natal então era o “cabritocídio”. Coitados, naqueles tempos ainda não existia a ciência vegetariana. As cabras e os bodes ficavam ilesos no Natal. Claro, elas davam leite e eles mantinham o nascer de novos cabritos.

Antes de continuar a escrever sobre aquele sábado que estiva a olhar para as nuvens, vou relatar sobre um desejo que não foi realizado e que muito sofri por isso. Meus amiguinhos tinham os seus carrinhos de madeira e de quatro rodas para brincarem, deslancharem pelas descidas daquelas ruas de terra batida. Então, pedi para o meu pai fazer também um carrinho para mim. Passado algum tempo, num dia ele apareceu com quatro rodas “caprichadas”. Deve ter pedido para alguém da carpintaria da fábrica de papel fazer-lhe as rodas. Quando as vi me empolguei e pensei que ia ter o melhor carrinho da vila. As rodas eram grandes e encapadas com borracha de pneu de carro. Nos furos aonde elas iriam se encaixar aos eixos do carrinho havia rolemãs, muito bom isso, pois, nem elas e nem os eixos iriam ter desgastes. Eta paizinho legal!

Naquela semana o meu pai não me fez o carrinho. Na semana seguinte também não. Daí se passou um mês, depois seis meses, um ano, dois, dez, trinta anos e ele não me fez o carrinho, mas, as rodas continuaram a existir dentro do barracão onde ele tinha sua oficina particular. Particular porque ele só fazia coisas para ele. Ele morreu tendo um débito cármico. Quando reencarnar seu carma vai ser desejar muito um carrinho e o pai dele não vai fazer para ele. E eu vivia cobrando para que ele me fizesse o tão ambicionado carrinho. A resposta era sempre a mesma: Qualquer dia eu faço. Naquele tempo eu tinha ouvido falar em bodão, mas não sabia o que significava. Fazia parte da conversa entre adultos quando eles falavam de alguém do lugar, assim: Aquele bodão, coitada da mulher dele. E eu como estava impaciente com o meu pai por causa do carrinho, um dia mantendo boa distância dele para correr se fosse preciso e então lhe perguntei: Hei véio bodão vai fazer o meu carrinho ou não vai?

Não sei porque ele se enfureceu tanto (ai tem coisa) e com o dedo em riste foi falando: Moleque safado, sem educação, se você falar isso outra vez te dou uma surra, viu? Vai embora, suma-se daqui, agora. E depois ficou falando sozinho, “bestemando” alguma coisa sobre o carrinho que eu não entendi. Pensando em adeus ao carrinho não me lembro para onde fui depois desse diálogo “indialogável” com meu pai. Noutro dia foi à vez de minha mãe ficar bestemando lá na cozinha. Tudo por causa do meu gato amarelo. Ele era muito esperto, mas, coitado, ele era cego de um olho e aqui lembrando senti saudade dele. Ele, hábil como era com uma das patas conseguia abrir o armário da cozinha e de lá retirava algum alimento e depois saia correndo. Minha mãe ficava muito brava e o xingava de ladrão sem vergonha. Coitado, nem político ele era.

Quase estava me esquecendo de contar aquele caso daquele sábado e... Mas, o pensamento não para. Veio-me na mente o barulho que os pardais faziam quando em bando iam de árvore em árvore, isso, mais à tarde de cada dia. Eles, na escala evolutiva das aves pareciam ser os menos evoluídos. Os outros pássaros pareciam ter uma “personalidade ou status” diferente como os tizius, os sabiás, os sanhaços, os beija-flores, as rolinhas, os colerinhas, os nambus e etc. Isso faz pensar na “A Origem das Espécies” dos estudos do naturalista britânico Charles Darwin. Os pardais por serem mais simples e mais comuns, eles existiam em maior quantidade naqueles “meus tempos” de criança como também acontecia se não há engano, com a quantidade maior dos seres humanos mais simples e mais comuns daquela época destes relatos.

Mas, agora sim, voltando àquele sábado sobre o fato que quero contar, aquele dia estava ensolarado e eu sentia uma monotonia pelo ar. Não vi se lá no morro do Timóteo perto de minha casa havia algum garoto empinando papagaio. Mas se ouvia bem os gritos dos meninos jogando bola na rua, perto de casa também. Eu também quis estar lá no jogo de futebol com bola de meia, mas minha mãe pediu para que eu fosse ao armazém. Eu não gostava de ir, principalmente aos sábados quando mais pessoas compareciam para as compras. Mas fui com o meu amigo inseparável. O Lulu, um cachorro preto da raça basset com um filete de cor branca descendo debaixo do queixo dele passando pelo peito e terminando por entre suas patas dianteiras. Em quase todos os lugares que eu ia ele ia também. Como era torturante ir naquele armazém. Não havia filas. As pessoas (fregueses) se amontoavam do lado de fora do balcão e eram atendidas por um dos “caixeiros” que ficava do lado de dentro do balcão.

As pessoas compareciam com listas de compras e a gente as vezes conseguia ver se a lista era “comprida” e se fosse já se sabia que o atendimento dela ia demorar ou não. Mas, como demorava. Vários dos alimentos precisavam ser pesados como feijão, arroz, café, batata e etc. O caixeiro se afastava do balcão e com um caneco ia buscar o alimento. Voltava com ele num saco de papel, colocava-o na balança e com o caneco colocava mais no saquinho se estava faltando para completar o peso ou retirava um pouco se o peso estava além do solicitado. Eu ficava assistindo a isso e como me irritava ver que muita coisa ainda ia ser pesada na balança para os outros que estavam na “minha frente” para serem atendidos. Até já cansei de explicar como era aquele atendimento moroso, então, vou descrever agora o apuro que passei quando sai do armazém.

Atravessei a rua e já estava descendo a meio de um corta-caminho carregando a sacola com as compras e com o Lulu ao meu lado. De repente do nada e sem qualquer latido apareceu um enorme cachorro. Só o vi quando ele abocanhou o Lulu pelo pescoço e o chacoalhou diversas vezes pelo ar. Meu cachorro gemeu de dor muito alto e sem saber o que fazer eu só consegui gritar. Daí, a dona do cachorro grande lá da rua o chamou e ele largou o Lulu e foi ao encontro dela. Quem viveu naquele lugar conheceu aquela dona do cachorrão. A filha do muito conhecido alemão, o Sr, Fartin ou Faltin, um chefão da fábrica de papel.

Quando peguei o Lulu no colo vi que faltava um pedaço do pescoço dele e me desesperei. Falei tantos impropérios que nem sabia que sabia contra aquela alemã. Até a mãe dela que não estava lá “pagou o pato”. A filha que a tudo assistiu nem se preocupou em saber se o cachorro dela feriu o meu. Chorando voltei pra casa com o Lulu no colo pensando que ele ia morrer. Entretanto, lá em casa com curativos diários conseguimos salva-lo. Depois disso ele ainda viveu vários anos para ser atropelado por um caminhão lá na famosa Rua dos Coqueiros, local donde fui morar com a minha irmã. Esta história verídica que acabei de contar talvez não seja o que os leitores gostam de ler, mas, sempre me lembro dela. Numa crônica bem antiga que escrevi para este Jornal “A Semana” eu já tinha mencionado um fato sobre a filha do Sr. Fartin.

Numa ocasião que também eu estava no armazém para ser atendido, antes estava sendo a vez dela. Ela perguntou para o caixeiro se havia bolacha para gato. Ele respondeu que não e que só tinha bolacha de maizena, bolacha de marca ou de nome Maria. E ela falou-lhe assim: Isso, isso mesmo, bolacha pra gato, quero um quilo. Achei engraçado e como eu comia bolacha Maria, quando sai do armazém sai miando: miau, miau, miau (risos).

Ah aquele lugar. Às vezes meu pensamento me leva pra lá e “revejo” pessoas que me foram muito queridas. Pelo menos em pensamento eu as vejo vivas embora já tenham morrido. O lugar também morreu. Todas aquelas casas foram demolidas e mais ninguém mora por lá. Os clubes, aqueles bailes, aqueles cinemas, aqueles flertes, aqueles namoros, aquelas pessoas boas que tanto enfeitaram aquele lugar, aquelas amizades, aqueles piqueniques na pedreira, aquelas festas de igreja... Tudo passou. Que pena, nem posso matar as saudades ao dizer ou cantar “se algum dia à minha terra eu voltar quero encontrar as mesmas coisas que eu deixei, quando o trem parar na estação...” Hoje, percebo que o passado também vive no presente. Talvez me seja um presente que minha memória me presenteia.

https://www.youtube.com/watch?v=TeJb5ybq6P0

 

Altino Olympio



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